sábado, 5 de novembro de 2011















                            Negra
                                 Pele
                          Des atina

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      A  Calma
Um Dia
Moreno
Chove em mim

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A flor da pele....

É sempre
a Pele na pele
por inteira
e sem arrudéios
espontâneo hábil
manipresto
eu ego
e não nego...

Ju Nuñez


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

sábado, 17 de setembro de 2011

ecce mulier

eCcE, mUlIer

      l U a
T u a   f a c e
         c H e I a,
    m e c h e
n o  q u e  t a v a
           e s q u e c i d o,
  M a Is  n à o
           A d O r m E c I d O.

        vIvE.
F l u E

           dEsAgUa
E aCaLmA A aLmA AmAdA

sEnTiR pUlSaR
            É vOlTaR EsPeRaR
eCcE, mUlIer



Juliana Nunez

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Que falta nessa cidade?

Que falta nesta cidade?…………….Verdade
Que mais por sua desonra?………..Honra
Falta mais que se lhe ponha……….Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
numa cidade, onde falta
Verdade, Honra, Vergonha.

Quem a pôs neste socrócio?……….Negócio
Quem causa tal perdição?………….Ambição
E o maior desta loucura?……………Usura.
Notável desventura
de um povo néscio, e sandeu,
que não sabe, que o perdeu
Negócio, Ambição, Usura”.

Gregório de Matos

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sou do contra

Por um instante prendo a respiração
na fração suspensa do tempo parado.
O pensamento se desprende e ganha o imperceptível
protegido pela cortina de pó quando toda a literatura do mundo
parece um pé na estrada ou um uivo distante.
Pensar é melhor quando se está parado?
A resposta sopra no vento contra tudo e contra todos.
Vento que sequer consegue
ir aos confins da beira do caos,
até que um dia desejou estar com Salvador Dalí.
Para o mais longe dali,
onde um Cristo de São João abdicasse da cruz
em honra à persistência da memória.
Daí, cresço no fogo e no ar,
forjando o tempo no tempo onde o tempo tinha tempo
de esculpir e encarnar o que antes cuspia e escarrava
até que fossem expulsos das gargantas
os resquícios mais mundanos.

Nathan sousa
Á Bob Dylan